sexta-feira, agosto 04, 2006

QuiNTa FiLoSóFiCa Ano III No. 110

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[ QuiNTa FiLoSóFiCa Ano III No. 110]

Máquinas & Amores

“É cada vez maior o número de pessoas que se conhecem pela Internet e acabam casando ou vivendo juntas uma semana depois. As conversas por computador são, necessariamente, sucintas e práticas, e não permitem namoros longos, ou qualquer tipo de aproximação por etapas. (...) No futuro, quando todo namoro for pela Internet, todo sexo for virtual e as mulheres ou os homens, nunca se sabe, só derem à luz a bytes, o único critério de seleção será ter um computador com modem e um bom provedor de linha. Talvez toda a comunicação futura seja por computador. Até dentro de casa. (...) Na mesa do café, marido e mulher, em vez de falar, digitarão seus diálogos, cada um no seu terminal. E, quando sentirem falta de uma palavra falada e do calor da voz, quando decidirem que só frases soltas numa tela não bastam e quiserem se comunicar mesmo, como no passado, cada um pegará seu celular. Não sei o que será da espécie. Tenho uma visão do futuro em que viveremos todos no ciberespaço, volatilizados. Só nossos corpos ficarão na Tera porque alguém tem que manejar o teclado e o mouse e pagar a conta de luz” (Luís Fernando Veríssimo)


Máquinas & Flores

"Prefiro as máquinas cheias de areia, formigas e musgos: porque, assim,

delas poderão nascer flores" (M Barros)